Terça-feira, 7 de Junho de 2005

Portugal não é pequeno!


Portugal não é pequeno. Nunca foi, e nunca será. Aqui está uma verdade inegável que qualquer um, seja ele de centro, esquerda, de direita, ou mesmo caso não pratique box, como é o meu caso (não que não admire o desporto, mas prefiro a cana do meu nariz a apontar para a frente). Aliás, eu próprio o pude constatar quando tentei ir de Faro a Guimarães a pé, tendo concluido que o país era ainda maior do que pensava, e desistido ali no Fórum.


Mas a principal razão pela qual se diz que "Portugal não é pequeno", é o facto de termos um império. Desde cedo, pouco depois do nosso estabelecimento como nação, os nossos chefes de estado começaram a pensar no nosso estabelecimento como império. E fizeram-no à maneira moderna: primeiro, mandar vir um consultor, lá da terra onde sabem fazer impérios (refiro-me à Lencastre). E rápidamente tinhamos ilhas inúteis no meio do Atlantico, castelos em Marrocos que não nos serviam para nada, e por fim, um lugar onde podiamos explorar os indígenas para nos cultivarem café, cacau, algodão, nos minarem ouro, e outras riquezas do tipo. Ora, o pessoal aqui no continente, pos-se a pensar: "Temos lá os pretos, que por meia dúzia de vidros coloridos nos mandam galeőes cheios de ouro..." Entao um décimo dos portugueses foram para lá, a ver se enriqueciam, enquanto os outros nove décimos continuaram a pensar: "...então para é que me vou estafar a trabalhar com a enxada, se com este ouro posso comprar a comida que me apetecer ao resto da Europa?". Foi assim que se desenvolveu o imperialismo à portuguesa. Com ouro a chover de África, que precisa de plantar centeio? Com galeőes de ouro e café do Brasil, que é que precisa de Revolução Agrária? Durante anos e anos e séculos, dormimos à sombra da alfarrobeira. Entretanto, desenvolvemos a grande arte de fabricar canas de pesca e de apanhar a bela da dourada no estuário do Tejo.


Claro que o nosso grande Império foi mudando de forma. À medida que o país ia mudando, iamos perdendo ou ganhando novas colónias. Por exemplo, entre a dinastia dos Filipes, e o liberalismo, perdemos muitas colónias nas Índias Orientais e na costa africana. Por alturas da revolução liberal o Brasil tornou-se independente. Por altura do P.R.E.C., perdemos todas as possessões coloniais à excepção dos Açores e da Madeira. Os Açores não são ricos em nada de especiam a não ser açorianos, cuja importação não traz grande benefício. Quanto à Madeira, poderiamos andes descrever Portugal continental como sua colónia.


Mas, apesar das ilusões de alguns saudosistas, ainda temos colónias. Ainda antes da queda de Macau, ficámos com extensos territórios coloniais, em Bruxelas, na França e na Alemanha, principalmente. Senão reparem no padrão, alguns portugueses foram para as nossas novas colónias, em busca de fortuna, mas a maioria ficou cá, ainda de cana de pesca na mão, à espera das riquezas. Agora, já não em grandes galeőes, mas sob a forma de ditos “Fundos Estruturais“.


Assim, mais uma vez na longa história da nossa nação, Portugal não é pequeno. Nunca o foi, e nunca o será. Porque isso significaria que os portugueses tinham que começar a trabalhar, o que não poderemos, nunca, deixar que aconteça dentro de território nacional!


 

publicado por товарищ V. E. às 05:14
link do Manifesto | Debater | Assistir ao debate (1) | Adicionar ao Livrinho Vermelho
Segunda-feira, 6 de Junho de 2005

Conductoris lusitanum insanii sunt - Parte V

Por fim:


A Bíblia do Bom Condutor



Na estrada, não deixes de ultrapassar nas curvas e nas lombas. Nem imaginas como isso é excitante.


Conduz sempre em alta velocidade, mesmo quando a intensidade de tráfego não o permite. Isto demonstra que tens personalidade e poder. Conduz sempre no meio da via. Uma vez que tens o direito de usar metade da via, escolhe a metade que gostares mais.


Faz corridas com os comboios e tenta atravessar os cruzamentos ferroviários antes dos comboios lá chegarem. Isto é excitante para os condutores das locomotivas, dado que quebra a monotonia do seu trabalho.


Quando vieres de uma estrada secundária, aumenta a velocidade ao entrar na via principal. Tens o mesmo direito que os outros de conduzir numa via principal.


Se o teu carro derrapar, trava bruscamente. Assim, farás piões artísticos com o teu carro. Muda de direcção sem olhar e sem dar sinal. Isto mostrará aos idiotas que não és para brincadeiras.


Quando encontrares uma fila de carros à tua frente, mesmo numa via estreita, não traves. Se te despachares, ainda podes ver a fotografia do teu desastre nos jornais.


Mostra aos teus companheiros de viagem como és corajoso, fazendo manobras perigosas e andando a altas velocidades. Se eles não gostarem, pior para eles; terás sempre a possibilidade de andar sozinho, sem precisar de aturar passageiros maçadores.


De noite, se ficares encadeado pelos faróis de um carro vindo na direcção contrária, faz o mesmo. A vantagem deste tipo de acidente é que, como não vês o outro carro, nem tens tempo de ter medo dele

publicado por товарищ V. E. às 16:52
link do Manifesto | Debater | Adicionar ao Livrinho Vermelho
Domingo, 5 de Junho de 2005

Conductoris lusitanum insanii sunt - Parte IV

São loucos, estes peões portugueses:


Descrição de acidentes nos Relatórios das Companhias de Seguros


“O peão não sabia para onde queria ir, por isso atropelei-o...”


“Só vi a velhinha quando ela se atirou para cima do capô do meu carro.”


“Tinha a certeza que o velhote não conseguiria atravessar a rua toda de uma só vez, por isso não parei. Atropelou-me o carro.”


“Pensei que tinha a janela aberta, mas descobri que estava fechada quando quis pôr a cabeça de fora.”


“Embati contra um carro parado, que vinha na direcção oposta.”


“Saí do parque de estacionamento, olhei para a cara da minha sogra e desci a rua caindo numa ravina.”


“O tipo atravessou a rua em zig-zag, Eu tentei desviar antes de o atropelar.”


“Já conduzo há 40 anos. Só tive o acidente porque adormeci ao volante por acaso.”


“O meu carro estava estacionado correctamente, quando bateu na traseiras de outro carro.”

publicado por товарищ V. E. às 06:06
link do Manifesto | Debater | Adicionar ao Livrinho Vermelho
Sábado, 4 de Junho de 2005

Conductoris lusitanum insanii sunt - Parte III

Regras da estrada para o condutor português


Semáforo vermelho – para parar só em caso de absoluta necessidade (tua, não dos outros)


Semáforo amarelo – prego a fundo


Semáforo verde – não deveriam ser todos desta cor?


Passadeira – um lugar onde alguns peões têm a lata de atravessar; é por isso que lhes deves mostrar quem é que manda. Não pares.


Sinal de Stop – Quem foram os idiotas que inventaram esta aberração?


Bombas – carros que são mais rápidos que os outros. Se fizerem sinais de luzes para ultrapassarem, deves baixar a tua cabeça como se estivesse a mexer no rádio, só para não dar a perceber que o teu carro tem menos potência, e dar a impressão que só não anda mais depressa porque está ocupado.

publicado por товарищ V. E. às 19:40
link do Manifesto | Debater | Adicionar ao Livrinho Vermelho
Sexta-feira, 3 de Junho de 2005

Conductoris lusitanum insanii sunt - Parte 2

Continuando a saga:


Perfil do Condutor Português



Carro – deve ser vermelho ou preto para parecer um carro de corrida. Os vidros esfumados são para reforçar o anonimato que te garante a impunidade


Vidro esquerdo – serve para olhar de maneira desdenhosa para os ocupantes do carro que estás a ultrapassar pela direita


Vidro traseiro – serve para os condutores inimigos observarem os teus gestos obscenos depois de terem sido ultrapassados


Luzes de nevoeiro – devem estar sempre ligadas para cegarem os outros condutores


Rádio – deve ter um leitor de CDs e alto-falantes com mais de 250 watts para emitir ruídos incómodos tais como o som de sirenes e de buzinas


Condutor – são essenciais óculos escuros para que os outros não saibam para onde estás a olhar, gel no cabelo e um casaco de cabedal para dar aquele ar selvagem e bravio.


Tubo de escape – deve ter uma extensão que ultrapasse a mala do carro, não só para fazer muito barulho, mas também para emitir gases para quem se atreva a seguir-te de muito perto.

publicado por товарищ V. E. às 16:36
link do Manifesto | Debater | Adicionar ao Livrinho Vermelho
Quinta-feira, 2 de Junho de 2005

Conductoris lusitanum insanii sunt - Parte I

Camaradas, hoje com valoroso espirito nacionalista - para não nos acusarem de comunistas que fazem as pessoas passar fome e que não fazemos bem a nnguém tsc tsc - vimos por meio deste blog divulgar estes ensinamentos recolhidos em http://www.aca-m.org/eduque-se/conductoris_lusitanum_insanii_sunt.htm , de modo a que a pequena minoria de portugueses que não tem acesso a eles, possa adaptar-se às nosssas estradas! 


E VIVA PORTUGAL! HERÓIS DA ESTRADA, NOBRE POVO...


Os dez mandamentos do condutor português


Ultrapassarás com o risco contínuo. Se houver uma curva, ainda é mais excitante.


Estacionarás o carro em dupla fila e farás os outros condutores esperar por ti 30 minutos ou até mais, até ao teu regresso. Se te acontecer a mesma coisa, buzinarás furiosamente.


Aumentarás a velocidade do teu carro quando te aproximares de um daqueles semáforos que ficam vermelhos quando se excede o limite de velocidade de 50km/h, e obrigarás os carros que vêem atrás de ti a parar.


Quando vires uma colisão por excesso de velocidade, não abrandarás e desviar-te-ás para a esquerda para evitar também um embate, mas colidirás com o carro que vem em sentido contrário.


Avisarás com sinais de luzes os outros condutores da proximidade da polícia, mesmo que um deles tenha roubado um banco ou possa ser um perigoso terrorista da Al-Qaeda.


Estacionarás no passeio sempre que necessário, mesmo que obrigues os peões a andar no meio da estrada. Se um se queixar, responderás indignado: “Também é má vontade! Então não vê que tem imenso espaço para passar?”


Usarás os faróis de nevoeiro durante o dia e à noite, mesmo que não haja qualquer sinal de nevoeiro ou da chegada de D. Sebastião. Encadearás o condutor que vem em sentido contrário só porque isso é divertido.


Lembrar-te-ás sempre que 130km/h na auto-estrada se refere à velocidade mínima.


Conduzirás a 160km/h na faixa mais rápida da auto-estrada Porto-Lisboa, fazendo assim 300 km em menos de duas horas. Sim, tens razão. O teu carro custou muito dinheiro e as portagens não são baratas e da gasolina nem se fala.


Farás sinais de luzes e buzinarás se alguém ousar ultrapassar-te e seguir à tua frente no limite máximo de velocidade permitida. Se o outro condutor persistir, colar-te-ás à traseira do carro transgressor, até que este desista e te deixe passar a ti, o verdadeiro dono da estrada.

publicado por товарищ V. E. às 03:49
link do Manifesto | Debater | Adicionar ao Livrinho Vermelho
Quarta-feira, 1 de Junho de 2005

Aviso à população!

O "Blog Anti Blog" gostaria de informar os seus leitores homosexuais acerca dos recentes avisos do Reitor do Santuário de Fátima, Monsenhor Luciano Guerra, que o Parlamento Europeu poderá "amanhã [ontem] impor a união entre homosexuais". Não sei se os meus caros leitores se apercebem do significado disto: a partir de agora, e a qualquer momento, uma normal pessoa de orientação homosexual deixaria de ter a liberdade para se manter solteira... É tocante a preocupação da Hierarquia da Igreja Católica portuguesa, nomeadamente na defesa dos direitos e liberdades dos homosexuais, e penso que esta preocupação e este acto de denúncia será tida no futuro como um acto que ficará para a historia.


E não penseis que é este apenas um acto egoísta, destinado a defender os seus membros, e os seus costumes, muito em particular aquela bi-milenar tradição do não casamento dos padres. Realmente, se a união entre homosexuais for imposta, há muito padre por aí que vai ser obrigado a casar. Mas não é por isso que a Igreja, sempre disposta a lutar pelos direitos da humanidade, se opoe.


Mais uma vez o digo: tocante.


Deixo o linque para que possais ler com vossos próprios olhos.

publicado por товарищ V. E. às 01:24
link do Manifesto | Debater | Assistir ao debate (5) | Adicionar ao Livrinho Vermelho

товарищи

Manifestos recentes

Abençoados

10 de Junho

Year Zero

Descoberta fantástica!

Fruta

A luta continua!

Após uma tragédia no meu ...

O Natal

Eu

Aquecimento global

Materialismo dialéctico

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Março 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Novembro 2005

Outubro 2005

Setembro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

Novembro 2004

Outubro 2004

Setembro 2004

Agosto 2004

Julho 2004

Junho 2004

Maio 2004

Abril 2004

Março 2004

Fevereiro 2004

Julho 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
23
24
25
26
27
28
29
30
31

pesquisar

 

Ligações obscuras

subscrever feeds