Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2005

Critica Musical - New Fashion Pancas

Deixemos hoje de parte as críticas à gotika e aos seus vassalos -esses Manuéis Luis Goucha da net - e alarguemos os nossos horizontes.


Acabo de assistir a um concerto (?) de uma banda panca (eles bem queriam ser punks). Bem o som era horrível, de facto, mas era tão mau tão mau que, comparando, o Sid Vicious é um virtuoso da música. As canções (?)...bem, repetiram uma cover 5 vezes, e o resto de reportório, bem...era todo igual à cover. A distinção entre as músicas era feita pela pausa e pela alarvidade que ele gritava para o público.


A banda (?) joga nos sub-17 (ou secalhar até num escalão inferior), e o público também. Ou seja Neo-Pancas da Zara! Doc Martens? Nah nah nah! Sapatilha do sk8 (para os mais old-school, skate), boné daqueles que a minha avó usa para pendurar a roupa, daqueles com rede atrás - sim, todos vós, com mais de 24 anos usaram um contra-vontade quando eram putos - qualquer dia usam panamás nos concertos. O resto da indumentária era mesmo um mix-Zara vs. Loja de Desporto Betinha. Ou seja a banda e a plateia eram constituida maioritariamente por aquele tipo de gajo que o Johnny Rotten espancaria sem qualquer pudor.


O concerto em sim...a banda andou por lá aos saltos, o público andou aos saltos de um lado para o outro; concluindo andaram todos aos saltos. Nisto a música foi o tal vómito instrumental que se viu. Acho que estava lá um panca que sabia o que era "música" porque tinha ouvido o pai lá em casa com um vinil de um tal de Stravinsky, mas não tem bem a certeza se não seria um banda punk assim bem antiga, tipo 1976, pelo que me confessaram.


Há que levar também em questão um problema moral: pancas (pseudo-punks), gógós (pseudo-góticos), warriors of true metal (pseudo-manowar); qual deles o menos mau? Eu cá vi uma data de putos betinhos, a cheirar a pó talco, com horário para chegar a casa e tudo...tsc tsc...


Citando Marco Paulo, "Mas hoje o tempo é mais verdade e não tem medo da canção, que anda no campo e na cidade, livre, com a voz da razão!" in Canção Proibida. Penso que este breve, mas profundo, honesto e perturbantemente erudito pensamento remete para o âmago da questão: la la la - la la la = 90% das musicas pseudo-punks são constituidas por la la la´s; 70 % das músicas do Marco Paulo são constituidas por la la la´s; porque raio hei eu de aturar mais 20% de la la la´s? É uma questão de economia.


Mas putos de cérebro retardado, conservado em coca-cola e panadinhos do capitão iglo preferem ouvir os 90%: é um ritmo mais condizente com o da sua massa cinzenta, ou seja, o de um caracol a fazer a maratona, ou se quisermos, do Pedro Lamy quando estava na F1.


Nenhuma esperança, nenhum sinal...

publicado por товарищ V. E. às 17:28
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