Pai_dos_Povos

Quinta-feira, 27 de Julho de 2006

Critíca literária

E aqui está ela: a posta que faltava. Depois desta, até nos podemos retirar e mandar fechar o Blógue Anti Blógue. Podem, é claro, tirar o equídio de pequenas dimensões da chuva, que não vão ter essa sorte.
Sim, hoje vamos falarmos daquele livro que é falado por toda a gente. A bíblia dos intelectuais de esquerda, de direita, e mesmo de alguns de centro (se é que isso existe). Não, não vos falo do Código do Leonardo da Vinci, do Senhor dos Anéis, e nem sequer do Harry Potter. Não, refiro-me aquela obra prima criada pelo filósofo do século XX, herdeiro de Nietzsche (apesar de, devido ao atraso tecnológico da engenharia genética da altura, isso nunca tenha sido provado). Falo d‘A Náusea, do Sartre. Referido por todos como um um livro guia, citado por muitos, lido por quase ninguém, A Náusea é considerado o livro que mudou o século XX.
Eu devo confessar que me submeti ao sacrifício de A ler. Cheguei à conclusão de que é um livro pequeno com muitas palavras que não dizem grande coisa. O Jean Paul chega a umas conclusões filosóficas relativamente importantes, como por exemplo, „estou vivo“, „quando deixar de estar vivo morro“, „quando morrer deixo de estar vivo“, e também „antes de estar vivo, ainda não tinha nascido“. Depois sente-se mal e vomita, certamente efeitos das drogas que tomou para chegar a estas fascinantes conclusões. Basicamente, toda a filosofia postulada pelo grande mestre no livro, pode ser resumida na frase da grande filósofa existencialista portuguesa, Lili Caneças: „Estar vivo é o contrário de estar morto, darling“.
É um facto conhecido que inicialmente, Sartre não queria escrever um livro, mas manter um blógue. No entanto a sua amante e o seu editor pressionaram-no, insistindo que a tecnologia só seria desenvolvida daí a uns anos. O próprio filósofo o confessou a este pataphisico, 30 anos depois aquando das revoluções estudantis do Maio de 1968 - eu só passei por lá porque me constou que andava a rodar uma boa erva, mas era tanga… só a partir da imigração em massa de magrebinos se começou a encontrar em Paris haxixe e erva decente. Dizia eu que falei sobre esse assunto – o livro, não a erva, porque ele só metia ácidos – com o filósofo em pessoa. Disse-me ele que „Na altura queria fazer um blógue, comprenez?, e até estava disposto a esperar uns anitos até aparecerem os blógues no free.fr. Queria fazer um blógue chamado „Abrupte“, e escrever lá todos os dias, era muito mais intelectual. Mas depois lá me convenceram a publicar tudo em livre. Também teve sucesso, principalmente entre aqueles enfants que andam lá fora a voltar carros. Mas não é a mesma coisa. E os suecos não me tinham querido dar aquela medalha, que maçada que foi. Mas voilá, agora já está.“
E olha, pá – assim acontece…
publicado por товарищ V. E. às 22:54
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