Pai_dos_Povos

Terça-feira, 19 de Julho de 2005

Tauromaquia

No alegre divertimento anual (e por vezes anal) celebrizado por Ernest Hemingway em "The Sun Also Rises", da corrida dos touros pelas ruas medievais da cidade de Pamplona, morreram este ano tres pessoas, além de terem ficado feridas várias outras.


Da parte do Blog Anti Blog, gostariamos de expressar o nosso consternamento pelo ocorrido, e esperar que para o ano as coisas corram melhor. Para tal, planeamos não só dar todo o nosso apoio moral aos touros, mas também fornecer-lhes armas de fogo automáticas e eventualmente cursos de guerrilha urbana. Penso que teremos corridas muito mais alegres, em anos vindouros.

publicado por товарищ V. E. às 03:19
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Jan Palach - História Inspiradora

Há cerca de seis meses, por alturas das últimas eleições no nosso país (que eu saiba), contei aqui a emocionante e heróica história de Jan Tlustý (nome alterado), jovem revolucionário de ideais raramente vistos, que se sacrificou em nome da evolução. Essa história agradou a muitos dos nossos leitores, que simpatizaram com a coragem e espírito de sacrifício do jovem Jan. Por isso, e a pedido dos trabalhadores, volto aqui a contar uma história de heroísmo e sacrifício, trazida deste mesmo país, símbolo da liberdade do leste europeu.


Corria o frio Inverno de 1969, e como sabem, toda a Checoslováquia tinha sido ocupada pelos tanques soviéticos meio ano antes. Toda? Sim, nenhuma aldeia resistia ainda à força de alguma poção mágica. Aliás, lá bebe-se mais é cerveja. Em quantidades industriais. Mas desvio-me do assunto. Dizia que toda a Checoslováquia tinha sido ocupada. Por volta de de Janeiro de 1969, uns mesitos depois da ocupação, o pessoal andava meio revoltado. Atirava umas garrafas, fazia barulho, andava com cartazes, com paus a bater nos tanques russos, com grafittis a fazer bonecos, e o Pai Natal. Ninguém se aleijou, a não ser um ou outro que armado em carapau de corrida tentou subir a um tanque (de certeza para fazer um grito à Tarzan), à Yeltsin (lembram-se?), e levou uma coronhada, com os cumprimentos do camarada Brezhnev.


Mas depois veio Jan Palach (nome verdadeiro). Assim como o seu homónimo Tlustý, Palach era um jovem estudante de ideais fortes. Não queria deixar o invasor soviético violar a liberdade do seu país assim, sem resistência. Afinal, a sua nação, a dupla nação Checoslovaca, tinha ganho independência recentemente... e perdido outra vez... e ganho outra vez... e perdido outra vez... e por aí adiante, e Jan queria manter o status quo, fosse ele qual fosse. Afinal, em toda a sua história, a nação checa tinha sido província da Alemanha ou da Áustria, e afinal é um país onde as tradições são para se manter. Por essas razões e por outras, o jovem e rebelde Palach revoltou-se contra os ocupadores soviéticos. Ninguém sabe o que o levou a fazer aquilo, mas fê-lo. Em plena Praça Vaclav, a principal de Praga, cobriu-se de gasolina e acendeu um fósforo, como sinal de protesto contra os invasores. Como anteriormente, ninguém se magoou, ninguém interviu, os russos puseram-se a olhar, de certeza a pensar que estes checos não são muito certos. Talvez alguns tenham aproveitado para se aquecer, que em Janeiro, em Praga, faz fresco. Ninguém se magoou, claro, tirando o heróico Jan Palach, que deu a vida para nada. Não lutou, não fez nenhum discurso inspirador, não sabotou tanques. Nada disso. Apenas se imolou pelo fogo. Claro que, hoje em dia, é tido como herói nacional, com direito a monumento na dita praça, mesmo à sombra da estátua de S. Venceslau, padroeiro do país, medalha post-mortem e até um asteróide com o seu nome.Mas como terão pensado os soldados russos que estavam de serviço nessa solarenga tarde, estes checos são loucos.


Outro dos chamados "efeitos Palach" é o facto de, de seis em seis meses, algum imbecil, em busca dos seus 15 minutos, ou da sua eternidade de fama (depende de quão idiotas forem, mas normalmente, e dados os factos, são muito), tentar a mesma façanha. É apenas triste o facto de nem todos morrerem, e de uma considerável percentagem sobreviver, e até chegar a dar entrevistas ao canal de televisão-tablóide do sítio. Mas ainda assim é uma forma de luta a estimular.


Sabemos obviamente, meus amigos e camaradas, que qualquer pessoa que escolha queimar-se a si própria para combater algo, ou lutar por uma causa, não prima pela inteligência. Ou, posto noutros termos, ou é estúpida como a merda, ou mais ainda que isso. Além disso, será tipicamente um fanático idealista, que está sempre a chatear-nos com conversa da chacha sobre as causas pelas quais combate, um imbecil egocentrista que não percebe que o mundo não acaba em si e nas suas ideias, e geralmente alguém a quem estamos sempre a dar sinais mais ou menos discretos - porque somos educados - de que não queremos a sua companhia, e ele não percebe porque é burro. Além disso, será alguém que não é capaz de reconhecer a sua descrição realista, por exemplo, numa posta num blógue, tal é a sua visão distorcida de si mesmo. Outra característica destes seres humanos é, principalmente devido à sua baixa inteligência, não aderirem às nossas causas aqui no Blog Anti Blog.


Por estas razões, digo eu que é saudável, senão necessário, estimular esta forma de luta. Primeiro, e mais importante, quantos mais se queimarem, melhor, menos ficam para nos chatearem os cornos. Em segundo lugar, gostaria que fosse esta toda a resistência que a nossa Gloriosa Revolução há-de ter. Se para se oporem à nossa Marcha Triunfal sobre Lisboa mandarem um exército de imbecis para se imolarem pelo fogo, óptimo. Vamos tentar fazê-lo no Inverno, para não estar muito calor, e para nos poupar o aquecimento nos tanques.

publicado por товарищ V. E. às 02:23
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Domingo, 17 de Julho de 2005

Critica de Blogs - O Blog da Esquila (ou não)

Направлявшийся из последнего во второй по величине город Пакистана  Лахор поезд дальнего следования врезался в хвост состава, следовавшего по маршруту Лахор-Кветта и вставшего для проведения ремонтных работ на небольшой станции. В результате столкновения сошли с рельсов 19 вагонов, несколько  были выброшены на соседний путь, и в них на полной скорости врезался экспресс Карачи-Равалпинди, передаёт РИА «Новости».


В правоохранительных органах сразу заговорили о множестве погибших. Разные источники называют разные цифры – от 100 до 300 человек. Однако все они сходятся в том, что по мере извлечения людей из-под груды железа, в которое превратились вагоны, скорбный список погибших будет увеличиваться. Многие тела оказались зажаты между вагонов, и для их извлечения потребуется немало времени. Число раненых превысило тысячу человек. Версий случившегося много, но пока власти склоняются к технической ошибке. Президент Пакистана Первез Мушарраф распорядился начать тщательное расследование аварии.


Все близлежащие к месту трагедии больницы переведены на особый режим. В район катастрофы переброшены армейские подразделения, которые принимают участие в спасательных операциях. Тяжело раненых эвакуируют вертолётами. Уцелевшим пассажирам раздают питьевую воду, еду и одеяла. Поскольку катастрофа произошла рано утром, многие пассажиры спали и, когда столкнувшиеся вагоны загорелись, люди были вынуждены спасаться, бросив свои вещи. Управление железных дорог страны уже назвало эту катастрофу "если не самой большой, то одной из самых больших трагедий, произошедших на железной дороге в истории Пакистана".


Точных сведений о том, могли ли пострадать российские граждане, пока нет. Российское посольство в Исламабаде считает это маловероятным, поскольку туристов из нашей страны в Пакистане практически нет, а дипломатические работники и их семьи перемещаются по стране самолётами и вертолётами.


Пакистан наряду с соседней Индией пользуется нехорошей славой государства, где масштабные железнодорожные катастрофы происходят наиболее часто. Сеть железных дорог здесь густая ещё с тех времён, когда обе эти страны были единой английской колонией. В то же время их состояние оставляет желать много лучшего, замена рельсов и подвижного состава происходят крайне редко, а поезда зачастую ходят переполненными.


Мрачной славой пользуется и город Готки. В 1989 году на станции в 60 км от Готки в результате железнодорожной катастрофы погибли 400 человек. В июне 1991 года пассажирский поезд Карачи-Лахор врезался там в стоявший грузовой состав. Погибли более 100 человек

publicado por товарищ V. E. às 18:18
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Segunda-feira, 4 de Julho de 2005

Campanha eleitoral - pequena ajuda

Está já lançada a campanha eleitoral para ainda mais um surpreendente candidato a Presidente da República (até agora este vosso pataphisico só sabia do comandante Vieira...), Nélson Buíça. O pataphisico_azul como doutorado em Patamarketing  com várias especializações, entre elas Patamarketing Político, decidiu ajudá-lo em alguns pontos importantes na sua caminhada para a vitória. Este vosso pataphisico tomou então a liberdade de se por no lugar de conselheiro da candidatura do Sr. Buíça. Este é um daqueles senhores que falam muito, usam muitas palavras caras, daquelas que só ele, o dicionário dele, e alguns (mas só alguns) dos seus cultos amigos, e principalmente inimigos (que é o que ele prefere ter) percebem. Mas produz palavras em número só comparável, talvez, ao camarada Fidel Castro. Ou seja, fala, fala, e não diz nada. Nesse ponto, não precisa própriamente de uma ajuda para se tornar um bom político. Sabe argumentar, mandar ao outro sítio, ou, mais frequentemente, mandar para o caralho, ou fazer broche a cavalos.


No que este humilde pataphisico quer oferecer ajuda, se ela for aceite, é nalguns slogans para a campanha, já que o cérebro de Nélson Buiça é demasiado elevado para pensar em algo que toque nas mentes do povo, em frases simples e rápidas (tirando, claro, vai-ta foder, ou puta da tu mãe... mas isto faz parte de cada um de nós, e trespassa classes sociais...).


Proponho então alguns slogans:


"Com o Presidente Buiça, até passamos a Suiça"


"O Candidato Buiça tem mais de dois metros de piça"


"O Presidente Buiça mata dois pretos c'a piça"


"Com Buiça em Belém não há meninos para ninguém"


"Buiça presidente vai satisfazer toda a gente"


Se me lembrar de mais algum, posto. Aceitamos sugestões. Também fazemos casamentos e funerais.

publicado por товарищ V. E. às 01:12
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Domingo, 3 de Julho de 2005

Time-Life

Ontem foi o Live 8 (versão 2.0 do Live Aid). Uma tentativa de lembrar ao mundo que existe fome e pobreza em certos paises.
Neste festivais, assim como as manifestações contra a globalização, os bilhetes são caros, vê-se umas bandas (nem todas decentes) fuma-se uns charros e apanha-se uns pifos (o que vier primeiro), inflacionam na comida e na bebida do recinto, mas tudo por uma boa causa.
Tudo fixe, tudo bom, tá-se bem bacanos, até à ressaca do dia seguinte em que o problema deixa de ser o auxilio ao 3 mundo e mais o auxilio a nós próprios.
Enquanto toda a gente que está nos concertos demasiada entretida, começam os concertos deste ou daquele multimilionário cantor /e ou/ banda que gastam dinheiro aos jorros apenas pelo seu bel prazer nas coisas mais futeis que podem existir, desde personalizar ao telemóveis, t-shirts e camisas de 500 € até ter 7 carros e 10 motas, champanhe do melhor, casa desmesuradas em que apenas eles habitam. Querem provas, apenas liguem a tv no VH1 ou na MTV em que mostram como hoje em dia um tanso qualquer pode ser milionário.
Este canais, os mesmo que também estão por detrás deste evento, pavoneiam-se com programas mostrando os "famosos" a se exibirem.
Não deixa de ser irónico, as pessoas com mais dinheiro que nós, pedirem dinheiro para as mesmas causas que eles ignoram (assim como todos nós).
Enquanto fotografamos nos nosso télélés (em que a maioria dos componentes são feitos na China ou India), enquanto vestimos as nossas roupas de marca (made in...not here). Enquanto nos masturbamos com estas tecnologias e confortos deste bravo novo mundo, nunca queremos saber se os PC ou Télélés usados, avariado (ou fora de moda) são enviados para aterros na India.
Não.
Não queremos saber porque no fundo nada nos interessa...não é problema nosso, mas sim dos governos.
Mas no fundo o problema é nosso, pois esta nova civilização mundial não sobrevive sem as explorações de paises 3º mundistas que trabalham por tuta e meia e estão felizes (!).
Não queremos acordar todos os dia a pensar de onde vem o minério que nos rodeia está a ser extraido em milhentos paises africanos.
Não, não queremos isso....já temos problemas que nos cheguem.

Nos dias seguintes à "ressaca" de informação e factos relacionados tudo abranda novamente, e, lenta mas seguramente, iremos esquecer as imagem que vimos, ou os actos que devemos de ter feito por esse dia.
Para toda esta utupia resultar (se é que pode) tem que ser uma "tabula rasa". começar do 0, e esperar que tudo resulte....

Mas tá-se....
O problema é que hoje já não vai haver Live 8.
publicado por товарищ V. E. às 11:25
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